22 de janeiro de 2014

Dominó

Autor: Ross King
Ano: 2010
Editora: Record
Páginas: 546
Sinopse: Acostumado a mergulhar no passado cultural europeu em pesquisas para livros como Michelangelo e o teto do papa e O domo de Brunelleschi, é natural que, ao se dedicar à ficção, Ross King situe sua trama numa época de mistérios, bailes de máscaras e óperas. Da pintura da Capela Sistina à construção da cúpula da Igreja de Santa Maria Del Fiore, seu talento para ambientação histórica conquistou público e crítica, e torna DOMINÓ uma viagem fascinante ao tumultuado universo londrino da década de 1770. Sofisticado e sensual, o livro acompanha a trajetória do jovem e infeliz pintor George Cautley. Ambicioso, abandona a casa do pai, um pároco do interior, para conhecer ‘pessoas influentes’ na capital do Império. À deriva no mundo dourado da Londres do século XVIII, sonha em conquistar o mundo, as elegantes mansões, os teatros da Europa. E conhecer seu ídolo, o prestigiado artista Sir Endymion Starker. Em suas tentativas desastradas, encontra não apenas Starker, como Elonora, a trágica amante deste. Além da misteriosa e bela Lady Beauclair. Cativante, Petronella Beauclair concorda em posar para George. Durante as sessões no pequeno sótão onde funciona o atelier do pintor, ela lhe conta a escandalosa história de Tristano, um cantor castrato da companhia lírica de Handel cinqüenta anos antes. Em meio a um labirinto de personagens cujos destinos se cruzam festas à fantasia e nos refúgios da vida real, nada é como parece, e Cautley se encontra prestes a cometer atos que jamais teria sonhado serem possíveis: sadomasoquismo a assassinato. Repleto de mistério e suspense imersos em vívidos detalhes históricos, DOMINÓ é também um relato contemplativo dos disfarces do mundo e da busca pela verdade escondida.
Uma breve opinião sobre o livro...


O livro tem vários elementos que poderiam torná-lo envolvente: É um romance histórico, possui mistérios, fala de bailes de máscaras, tem histórias que se interligam, tem um pouco de humor, fala de arte, etc. Entretanto, a história só passa a cativar o leitor nos últimos capítulos. O autor se prolonga ao fazer descrições de ambientes e outras coisas, o que pode ser bom para quem gosta de detalhes, mas isso acaba retardando a apresentação de outros elementos que são necessários para tornar um leitor interessado a ler o livro todo. As últimas páginas possuem acontecimentos e revelações que inicialmente não dava para imaginar; foram elas que salvaram minha leitura. A escrita do autor é bem elaborada e extensa, mas acredito que quem gosta de enredos históricos irá gostar bastante deste livro.
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